Força, garra e determinação sempre fez parte da história e dos treinos da Dani Bolina, do #teamnewmillen. Em uma entrevista exclusiva, ela compartilhou detalhes de como começou a treinar  jiu jitsu, sobre o empoderamento das mulheres no esporte e muito mais. Confira:

 

  1. Treinar todos os dias é sinônimo de saúde. Há quanto tempo você treina? Como funcionam seus treinos na semana?

Eu acredito que treinar todos os dias seja sinônimo de saúde sim! Porque a pessoa que se exercita tem menos probabilidade de ter vários tipos de doenças, além de melhorar tudo, o sono, o humor, a vida. Eu treino há 11 anos, comecei a treinar com 22/23 anos. Eu costumo treinar todos os dias e eu não tenho um método específico, se eu acordar bem, eu treino jiu jitsu ou faço musculação. Nos dias que eu não estou muito bem, faço caminhada. Quando não estou muito disposta, faço uma corridinha de leve, uma bike, uma escada ou funcional de luta. Eu não tenho muito de cada dia treino uma coisa só, varia bastante, mas procuro treinar todos os dias.

 

  1. Carnaval é uma das suas épocas favoritas do ano. Como você se organiza com a rotina corrida?

É, uma das minhas épocas favoritas do ano é o Carnaval e o meu aniversário, que sempre cai próximo. Na realidade dos meus treinos, nunca deixo de treinar, não deixo para colocar o corpo em ordem no Carnaval, até porque trabalho com meu corpo o ano inteiro. Eu vou fazendo essa manutenção e, quando chega o Carnaval, eu dou uma intensificada, mantenho a alimentação e acabo treinando mais, costuma ser 1 ou 2 meses antes para ajustar dieta e treino.

 

  1. Rotina corrida precisa de bastante organização e ajuda. Qual a importância da suplementação no seu dia a dia?

A importância da suplementação é para vida. Quando está cansado, toma um pré-treino, toma BCAA para manter, glutamina para segurar a imunidade, toma whey protein como pós-treino para ajudar a recuperar a musculatura. Fora a diversidade de produtos que existem, como chás e creatina.

 

  1. Você é faixa azul no jiu jitsu. Como foi a trajetória até essa conquista?

Eu fiquei 2 anos treinando na faixa branca. Teve uma época, mais ou menos uns 8 meses, que eu treinei intensamente jiu jitsu, vivi 24 horas por dia praticamente, treinava todos os dias mais de 1 hora por dia. Foi quando completei meus 2 anos que consegui conquistar minha faixa azul. Eu competi no mundial de faixa branca e essa experiência foi bem interessante, porque eu nunca tinha participado de um campeonato de luta e dessa grandiosidade que é o mundial, o mais importante de todos. Mas eu fui de cara, de primeira. Foi legal a experiência, eu achei bem interessante.

 

Eu já competi uma vez de faixa azul, mas foi só uma luta, porque, no jiu jitsu, se você ganha, continua, se você perde, para, é tipo um mata-mata. Eu estou com a faixa azul uns 2 anos e meio mais ou menos. Na minha opinião, a faixa azul é muito mais difícil que a faixa branca, porque as pessoas até te dão um alívio na branca, mas, na azul, é porrada, tiro e bomba. Eu costumo dizer, para o meu mestre, que, quando eu saio do treino, parece que fui para um campeonato, tenho que chegar em casa e dormir, ninguém dá boi não.

 

  1. Quais as dicas que você daria para uma pessoa que está começando a treinar? Ou quer praticar jiu jitsu?

Não desistir e não querer ter o resultado imediato, porque muitas pessoas acham que o milagre acontece do dia para noite e isso não é verdade. E com muita dedicação, esforço, suplementação e dieta, você vai começar a ver os resultados e, assim, ter mais vontade de treinar. Em relação ao jiu jitsu, tem de ter coragem e perseverança, porque é um esporte muito difícil, que pode se machucar, então, tem muita gente que não pratica por causa disso, mas é uma arte maravilhosa. Geralmente, quem entra não sai nunca mais e tem muita gente que treina jiu jitsu, que treina no intervalo do trabalho, tenho colegas que saem do banco, vão treinar e voltam para trabalhar, é só achar um lugar legal, que o mestre tenha conscientização de que você trabalha e não é atleta e, assim, pese sua carga de treino.

 

  1. Estamos no mês da mulher. Você enxerga algum tipo de preconceito com as mulheres no esporte? Já teve alguma experiência?

No jiu jitsu, infelizmente, ainda tem bastante preconceito com as mulheres. Se olhar nas academias, é tipo 5 homens para 1 mulher, e quando tem mulher. Por isso, acho que é um esporte muito difícil pelo fato de não ter menina para treinar, a gente treina com meninos e é diferente a força, é complicado. Hoje em dia, está diminuindo um pouco porque tem mais mulheres treinando jiu jitsu, então, está começando a ficar normal, mas ainda assim tem muito preconceito dentro, na diferença de premiação, essas coisas ainda são bem grandes. Eu espero que um dia fique igual e que não demore muito, porque tem muita mulher determinada e boa, tanto quanto homem, e acho que os dois sexos merecem o mesmo reconhecimento.

 

  1. Como você vê o crescimento das mulheres no esporte?

No jiu jitsu, as mulheres têm ganhado mais destaque, porém não existe uma igualdade ainda, não tem igualdade nem de premiação e nas categorias pelo fato de não ter muitas atletas. Mas eu acredito que, com o MMA crescendo, tem muita gente se interessando, que começa a treinar por hobby, depois, vira competidor. Acho que está abrindo um leque para as mulheres, vejo na internet e acompanho muitas mães que colocam as filhas para treinar, acho muito interessante.

 

  1. Qual é o impacto positivo que você já notou com o seu trabalho para o empoderamento da mulher?

O que deixei bem claro e quis provar com meu trabalho é que a mulher ser bonita, não significa que ela não tem conhecimento. É isso que eu passo para as pessoas, eu acho que é isso que muda um pouco a vida das mulheres, que têm perseverança, força de vontade de vencer, determinação e podem conquistar e chegar onde quiserem, não tem que aceitar qualquer coisa. Sempre tive muita garra e recebo muitas mensagens do tipo: Nossa, Dani, você tem personalidade forte, te admiro, te sigo, você fez com que eu voltasse a treinar ou você fez com que eu voltasse a ter coragem de usar um shorts e sair na rua. Fico feliz de poder agregar e somar na vida das pessoas, que eu estou ajudando de certa forma.

 

  1. Qual o recado que você gostaria de deixar para homens e mulheres no Dia Internacional da Mulher?

Meu recado é que gostaria que tivesse mais respeito, respeitar mais as mulheres. Gostaria que as mulheres tivessem mais igualdade em todas as áreas, como os homens. Não desistir, continuar lutando pelos direitos, que cada uma faz uma parte. Cada uma fazendo sua parte, um dia ainda quero ver que tudo isso vai ter acabado, toda essa discriminação e preconceito, essa coisa ridícula de homem mexer com a mulher na rua porque está de roupa curta, que essa falta de respeito vai acabar.

 

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